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domingo, 11 de dezembro de 2016

Antônio e Edvaldo Brito são citados em delação premiada

O ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho relatou, em delação premiada, o pagamento de recursos para o então candidato a deputado federal Antônio Brito (PSD) e ao pai dele, o vereador de Salvador Edvaldo Brito (PSD). Os pagamentos aconteceram em 2010, quando Brito foi candidato pela primeira vez à Câmara dos Deputados e Edvaldo tentava uma vaga de Senador – tentativa que terminou frustrada -, com ambos filiados ao PTB. De acordo com Cláudio Melo Filho, Antônio Brito recebeu R$ 100 mil sob o codinome de “Misericórdia”, uma referência ao segmento das Santas Casas, da qual o deputado federal é representante, e ainda vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, teria recebido R$ 200 mil da Obebrecht. “O deputado federal Antônio Brito tem relação com a Empresa, onde, inclusive, foi estagiário. Por essa razão, durante a campanha de 2010, após receber um pedido do deputado Antônio Brito, direcionei para o DS-Bahia para que fosse aprovado.Recomendei o atendimento em razão da capacidade demonstrada pelo candidato de ser um futuro líder na Câmara e pela relação antiga que a Companhia mantém com a família Brito. Usando dessa mesma relação, e reforçado pelo fato de seu pai ser advogado da empresa, o deputado Antônio Brito também solicitou pagamento a pretexto de campanha a seu pai”, detalha Melo Filho. “Apostávamos que, se eleito [Edvaldo Brito], também poderia ser sensível aos nossos pleitos junto ao Senado Federal”, completa o delator. Em 2014, durante a campanha de reeleição de Antônio Brito, a companhia doou ainda R$ 130 mil. Os números de 2010 citados por Cláudio Melo Filho não encontram correspondência nas respectivas prestações de contas registradas na Justiça Eleitoral. Os dados apresentados por Antônio Brito referente a campanha de 2014 apresentam duas doações que totalizam R$ 130 mil de uma empresa da holding da Odebrecht, a Braskem S.A.

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