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quarta-feira, 22 de março de 2017

Senador Roberto Muniz alerta para risco da imagem do País após operação da PF

O senador Roberto Muniz (PP-BA) analisou a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, durante discurso no Plenário do Senado nesta terça-feira (21/3). Apesar de defender a coibição e o enfrentamento do ‘malfeito e do malfeitor’, o parlamentar acredita que o evento deflagrado na última sexta-feira ‘tomou o todo pela parte’ e desencadeou consequências danosas para a economia do País.

“Não se condenou apenas os frigoríficos que agiam à margem da lei e das regras sanitárias. Comprometeu-se, de forma errônea, toda uma valiosa cadeia produtiva”, disse Muniz, destacando que a imagem do Brasil produtor e exportador foi atingida.

O senador trouxe à luz alguns números da operação: dos 11 mil funcionários, 33 foram afastados e estão sob investigação; das 4.837 unidades sujeitas à inspeção federal, 21 estão supostamente envolvidas em eventuais irregularidades; destes 21 estabelecimentos em três estados, apenas seis exportaram nos últimos 60 dias.

A partir destes números, Roberto Muniz refletiu: “uma ocorrência em três estados e 21 unidades, que colocaram em risco US$ 15 bilhões anuais em exportações e os empregos de cerca de 2,5 milhões de trabalhadores diretamente envolvidos na cadeia produtiva agropecuária, além de desafiar o extenuante trabalho de abertura de mercado em nossa agenda de exportações”.

O senador manifestou preocupação diante da repercussão da operação no mundo: “União Europeia, China e Coreia do Sul anunciaram restrições temporárias à entrada da Carne brasileira. O Chile também suspendeu temporariamente a exportação de carne brasileira. Acompanhamos a Coreia do Sul voltar atrás na decisão, mas Hong Kong, Jamaica, Japão e Suíça anunciam proibição temporária à importação de carne brasileira”.

Ele também defendeu que o uso do poder pelas instituições precisa ter razoabilidade no tamanho e na força para conter abusos. “Quando se usa uma força de maneira demasiada, geramos consequências sempre injustas”, argumentou.

Usando a expressão ‘pós-verdade’ para se referir a circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos importância do que crenças pessoais, Muniz fez um alerta sobre o nível de confiança dos brasileiros nas instituições: “Segundo o Ibope, tiveram perda de credibilidade os bombeiros, a polícia, instituições da sociedade civil, partidos, sindicatos, sistema eleitoral... todos tiveram perdas consideráveis no nível de confiança”.

Para o senador, “nesse mundo tão moderno, conectado, cheio de novos saberes e constante inovação, mas quase sem controle da qualidade da informação, estamos vivenciando o custo direto sobre o ataque da imagem – de pessoas, de empresas, e agora do próprio País. Deixo aqui um ditado popular para nossa reflexão: prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.

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