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terça-feira, 25 de julho de 2017

Resultados da ação do FBI no Recôncavo será apresentado em audiência pública na UFRB

http://www.fortenoreconcavo.com.br/2017/04/saiba-um-pouco-mais-sobre-clarividencia.html
Cerca de 450 animais foram resgatados na primeira semana de trabalho da 3ª Etapa da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) realizada, pelo Ministério Público estadual e entidades parceiras, na Bacia do Rio Paraguaçu. Papagaios, jabutis e diversas espécies de pássaros estão entre os animais resgatados pela equipe técnica de fauna desde o domingo, dia 16. Propriedades rurais de exploração agrícola e pecuária, carvoarias, pontos de revenda de agrotóxicos, locais de extração de minerais e cerâmicas, sistemas municipais de gestão ambiental, de abastecimento de água e de esgotamento sanitário também são alvo da fiscalização, que acontece nos municípios de Cruz das Almas, Cachoeira, São Félix, Muritiba, Saubara, Conceição da Feira, Cabeceiras do Paraguaçu, Santo Amaro, Salinas da Margarida e Maragojipe.

Diversos animais resgatados pela FPI já foram devolvidos ao meio ambiente, em reservas ambientais localizadas em Áreas de Proteção Ambiental (APA), na Serra da Jibóia. Uma equipe formada por biólogos e médicos veterinários recepciona inicialmente os animais encontrados pelos fiscais, identifica a espécie e encaminha para a avaliação clínica. Todos os animais são manejados e avaliados clinicamente antes de serem soltos ou encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, explica o biólogo Allan Suhet, informando que é oferecida alimentação balanceada, ração própria e frutas a cada espécie. Para a promotora de Justiça Luciana Khoury, “a 3ª Etapa da FPI já está sendo bastante exitosa, com ênfase nos principais problemas que vêm ocorrendo em relação a danos ambientais, sobretudo que afetam as comunidades tradicionais do Baixo Paraguaçu”. Ela destaca que também foram identificados pelos fiscais dos órgãos colaboradores da operação danos causados por ocupações irregulares em APP, inúmeros desmatamentos, plantações de eucalipto avançando em territórios de comunidades tradicionais, irregularidades em comercialização e vendas de agrotóxicos, problemas relacionados ao saneamento, em especial na temática dos resíduos sólidos, dentre outros. Luciana Khoury coordena as ações junto com o promotor de Justiça Thyego Matos.

A FPI acontece até a próxima sexta-feira, dia 28, quando será realizada a audiência pública de apresentação dos resultados no Auditório Leite & Alves, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). As atividades de fiscalização são realizadas por equipes de Saneamento, Gestão Ambiental Municipal, Rural, Agrotóxicos, Cerâmica e Mineração, Patrimônio Histórico/Cultural, Fauna, Comunidades Tradicionais, Aquática, Ocupações Irregulares e Loteamento, Apoio e Coordenação Geral. Além do MPBA, integram a FPI o Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Polícias Civil e Militar, Polícia Federal, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Vigilância Sanitária e Ambiental (Divisa), Secretaria de Segurança Pública (SSP), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), Superintendência do Patrimônio da União na Bahia (SPU/BA), Marinha do Brasil e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).



Reportagem: Maiama Cardoso/DRT 2335

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