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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

CACHOEIRA: Quilombolas marcam protesto contra administração municipal que reduziu atendimento em Posto Médico

A associação de moradores quilombolas União do Iguape, de Santiago do Iguape - território quilombola - de Cachoeira no recôncavo baiano está programando para esta terça-feira (19/9), um ato de protesto pacífico a ser realizado na praça São Félix na localidade seguida de um abraço coletivo ao Posto de Saúde, em repúdio a administração do prefeito Tato Pereira- PSDB- , que reduziu a capacidade de atuação do único aparato de saúde do local, o Posto Médico Inocêncio de Jesus. De acordo com os quilombolas a Unidade de Estabilização como é conhecida funcionava durante 24 horas aos fins de semana como um Pronto Atendimento, e desde janeiro apenas realiza procedimentos reduzidos durante a semana. Para a comunidade o decreto do prefeito, tem prejudicado aos usuário locais do sistema de saúde. Segundo a Página na Rede social da associação de moradores do Iguape, vidas vem sendo interrupdas pela ausência efetiva do mecanismo. Os moradores destacaram que um atendimento mais emergencial tem que ser realizado no Hospital na sede do município, mas a Prefeitura não disponibiliza nenhum suporte de locomoção para os moradores.

Baixa no Governo: O vereador Pedro Gomes Garcia - PSL- anunciou em seu perfil no Facebook que estava se desligando da base governista por não ter suas solicitações em prol das comunidades quilombolas acatadas pela gestão.

"Meus amigos e minhas amigas, venho informar aos moradores de São Francisco do Paraguaçu, Santiago, Dendê, Eng. Da Ponte, bem como aos cidadãos Cachoeiranos que confiaram em mim, depositando o seu voto. São nove meses de Governo da atual administração, o período do parto de uma criança. E o que foi feito até agora?

Em São Francisco, o prefeito me prometeu iniciar a construçãodo Posto de apoio da Policia Militar ( local que seria utilizado de ponto de apoio para os momentos em que os policiais estivessem em nosso Povoado), varios foram os períodos que começaria, hoje, amanhã, depois. E nada! O Cemitério de Santiago encontra-se cheio de mato, não tem coveiro, quando alguém vai a óbito os familiares tem que pagar R$ 90,00. A última limpeza na parte de dentro do cemitério, eu quem pagou!
E, aos meus olhos, o maior problema. O não funcionamento da Emergência do Vale do Iguape, todos os dias, 24 horas... Para piorar, apesar de funcionar aos finais de semana, não tem nenhum medicamento, os médicos de plantão não podem fazer nada ao deparassem com um enfermo. Não serei oposição, mas também não faço parte da base do Prefeito." Enfatiza o parlamentar que chegou ser líder do Governo na Câmara.

Situação complicada: O prefeito Tato Pereira -PSDB- encontra-se se em sua terceira administração como gestor de uma das mais importantes cidades do Estado. Tato chegou a ser reeleito na primeira atuação como prefeito de Cachoeira. Contudo, este ano vive um tormento frente a administração pública do município. O gestor está sendo investigado pela Câmara Municipal que abriu uma Comissão Parlamentar de inquérito para apurar eventual desvio de verba pública; além disso á Polícia Civil também instaurou um processo investigativo derivado dos supostos desvios de convênios da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira. A assessoria do prefeito não se manifestou sobre o protesto marcado para esta terça-feira (19), tampouco a perda do apoio do vereador da base do governo.


F: Voz da Bahia

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