sexta-feira, 16 de março de 2018

Polícia conclui que mulher foi enterrada morta no Oeste da Bahia

O caso de uma mulher que teria sido enterrada viva e deixou em polvorosa a cidade de Riachão das Neves, no Oeste do estado, não passou de um engano provocado pela emoção de uma mãe, informou nesta quinta-feira (15) a Polícia Civil. “Depois de ouvir sete pessoas e realizar algumas diligências, concluímos que Rosângela Almeida dos Santos foi enterrada morta e a situação foi gerada pelo abalo emocional da mãe da falecida”, afirmou o delegado Arnaldo Monte, titular em Riachão das Neves.

Rosângela morreu dia 28 de janeiro no Hospital do Oeste, em Barreiras, para onde foi levada às pressas, após cansaço excessivo. Ainda foi entubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde teve paradas cardíacas antes de morrer de “choque séptico”.

Dias após o falecimento, a mãe, Germana Alves de Almeida, 66, passou a sonhar que a filha estava viva, e vizinhos ao cemitério, muito frequentado à noite por pessoas que ficam nos bares da região, disseram a ela que estava ouvindo gemidos de dentro do túmulo.Dona Germana não teve mais sono e passou a acreditar fielmente que a filha estava viva, o que a impulsionou a voltar ao cemitério da cidade de 23 mil habitantes na noite da sexta-feira de Carnaval (9 de fevereiro) para ver o corpo da filha.

O momento de retirada do corpo virou um espetáculo macabro, com cerca de 500 pessoas, muitas de celulares em punho se aglomerando em torno da sepultura. Não demorou muito para fotos e vídeos da mulher morta caírem nas redes sociais. Dona Germana disse que tinha notado que a filha estava arranhada nas mãos, o que foi interpretado por ela como um sinal de que Rosângela, uma dona de casa de 37 anos que tomava remédios controlados e bebia álcool com frequência, teria lutado para sair do caixão.

Os supostos arranhões e manchas, segundo a polícia, eram do estado natural de putrefação do corpo de Rosângela, que demorou mais de ocorrer porque a mãe pagou R$ 400 para que colocasse um litro de formol. “Se ela estivesse viva, o corpo iria reagir ao formol”, comentou o delegado Arnaldo Monte, que ouviu sete pessoas no caso, entre vizinhos ao cemitério, agentes funerários e a família de Rosângela. “A mãe agiu muito por emoção nesse caso”, analisou o delegado.

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