segunda-feira, 16 de abril de 2018

Espetáculo de ‘stand up dance comedy’, “Tombé” se apresenta em Santo Amaro

Santo Amaro recebe nova temporada de circulação na Bahia do espetáculo de dança “Tombé”, dirigido por Jorge Alencar. A apresentação será no dia 18 de abril (quarta-feira), às 19h, no Teatro Dona Canô, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). A peça, com mais de 15 anos de atividade, se assume como um ‘stand up dance comedy’, estabelecendo diálogos efetivos entre o ambiente da arte e o público – especialmente pessoas que nunca tiveram contato com as artes contemporâneas –, o que gera uma experiência introdutória ao universo artístico com humor e senso crítico.

Esta circulação comemorativa na Bahia foi contemplada pelo Edital Setorial de Dança 2016, tendo apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia. Além de Santo Amaro, o roteiro inclui Feira de Santana, Itacaré, Vitória da Conquista, Jacobina e Salvador. Na programação em cada cidade, haverá também apresentações “delivery”, encenadas em ambientes alternativos ao teatro, levando a peça para o encontro de públicos em formação artística. Para completar, a “Oficina de Honestidade Artística” será ministrada para artistas dos diversos campos que desejem penetrar nas suas próprias fantasias e motivações criativas.

TOMBÉ 15 ANOS – “Tombé” é uma obra interessada em refletir sobre a experiência artística, abarcando dimensões mais amplas das relações humanas: hierarquias, produções de discurso, disputas de poder, tensões sociais. Numa companhia de dança ficcional, a cena se constrói entre movimentos e textos de diversas naturezas, reunindo vocabulários corporais e citações de autores variados. Os personagens – o diretor/coreógrafo, o dançarino, a bailarina, o ator e o técnico – são figuras arquetípicas que compõem as relações na peça, produzindo ‘coreografias sociais’ por meio de embates e contradições.

O espetáculo se renova constantemente para dar conta dos modos vigentes de criar e produzir linguagem no campo das artes, na internet, na universidade, na TV. Sua estreia, em 2002, marcou o início de uma pesquisa continuada do diretor Jorge Alencar sobre a relação entre dança e comicidade – em nível artístico e acadêmico –, um investimento atípico, considerando-se que a imensa maioria dos estudos sobre humor está ligada ao teatro e à filosofia e quase nunca à dança.

Ao longo dos anos, “Tombé” realizou circulação em contextos como o Projeto Festival Panorama de Dança (RJ), Quarta que Dança (BA), Festival Internacional de Dança de Recife (PE), Projeto Humor na Dança do Sesc Belenzinho (SP), culminando com a sua participação no projeto Palco Giratório do Sesc, em 2013, pelo qual viajou por mais de 30 cidades. O espetáculo já foi também apresentado no importante teatro alemão Hebbel am Ufer, na cidade de Berlim. Em 2015, foi selecionado pelo edital de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural. Em 2016, realizou turnê em quatro capitais do Norte do Brasil, contemplada com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna da Fundação Nacional de Artes (Funarte), além de ter recebido subvenção da Fundação Gregório de Mattos (Salvador/Bahia) para desenvolvimento de uma série de TV, intitulada “Tombo”, baseada na peça.

“Tombé” é uma produção que, como poucos casos no Brasil, tem se mantido viva por mais de uma década e meia, pensando o próprio campo das artes.

SINOPSE – Você já tentou entender o sentido das coisas? Você já teve que inventar alguma teoria? Você já teve longas DRs com colegas de trabalho? Você já teve um chefe? Você já participou de dinâmicas de grupo? Você já perdeu o controle? “Tombé” é um espetáculo para você. Uma espécie de ‘stand up dance comedy’, um sitcom coreográfico, uma sessão de terapia coletiva que faz jogos de espelho entre ficção e realidade, riso e desespero, artista e público. Numa companhia de dança ficcional (e hiperreal), a cena se constrói entre diversos vocabulários corporais, teorias cabeludas, desabafos de Facebook, citações de obras de autores variados. “Tombé” coreografa movimentos, discursos e absurdos da arte e da vida. E ri de si.

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