sábado, 8 de setembro de 2018

Operação Off-line prende trio acusado de aplicar golpe da venda de chips

Uma operação deflagrada em conjunto pelas 1ª, 2ª e 3ª Delegacias de Feira de Santana, na manhã desta quinta-feira (6),  cumpriu mandados de prisão e localizou três pessoas acusadas de estelionato no ramo de telefonia no município. Os policiais que participaram da operação denominada Off-line conduziram até o Complexo Policial do Jomafa, Rafael de Souza Nicolau, 28 anos, Daniela Pereira da Silva, 37 anos, e Maria Elizângela Santos Souza, 32 anos.

De acordo com o delegado Deivid Lopes, os três captavam clientes para operadora de telefonia, mas com a realização de contratos falsos repassavam chips para terceiros, gerando prejuízo para as operadoras. “Os três indivíduos prestavam serviço para operadora de telefonia e o serviço consistia basicamente na captação de clientes para realizar contratos, contudo, identificamos que os contratos elaborados eram realizados de forma fraudulenta. A maioria dos contratos era feita com documentos falsos ou de terceiros, que não autorizavam a realização, de forma que gerava um contrato para cadastramento de uma linha e posteriormente vendiam aquela linha para terceiros que utilizavam sem ter nenhum vínculo com as operadoras”, disse o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, os acusados repassavam chips até pela quantia de R$ 50, que eram utilizados sem limite. A operadora, por sua vez, cobrava dos clientes que não sabiam que o nome foi utilizado na fraude. A polícia foi acionada e passou a investigar o golpe e identificou os suspeitos.

O prejuízo junto à operadora não foi calculado, mas o delegado foi informado que cerca de 100 contratos falsos foram identificados.

Com as prisões temporárias decretadas pelo juiz da 1ª Vara Crime de Feira de Santana, a operação foi deflagrada nos bairros Cidade Nova, Alto do Papagaio e Centro.

O advogado Bender Nascimento, representante de Rafael Nicolau, declarou que seu cliente nega as acusações e que estava cumprindo metas estabelecidas pela empresa. “Ele nega a acusação e afirmou que estava cumprindo as determinações estabelecidas pela empresa, que era alcançar as metas e promover algumas ativações da Claro e da Tim”, informou.

Ainda de acordo com o advogado, nenhum documento falso foi encontrado com seu cliente e a prisão temporária foi determinada pela justiça para averiguar a situação.

F: Central de Polícia

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