sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Com extintores vencidos, prédios públicos também correm risco de incêndio

O bloco 14 do residencial Iguatemi I, bairro Mangabeira, onde ocorreu um incêndio e provocou a morte de quatro pessoas tinha extintores, mas não podiam ser utilizados. Segundo informação do Corpo de Bombeiros para a reportagem da TV Subaé, os equipamentos de combate ao fogo estavam vazios e com prazo de validade vencido desde 2013.

De acordo com moradores de alguns residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Feira de Santana, o problema existe por conta de vândalos que esvaziam os equipamentos e por falta de fiscalização, muitos estão com a validade vencida. A estudante Bárbara Brás Ferreira, de 20 anos, morreu no local, enquanto Emília Lima Ferreira, 50 anos, e as filhas Jéssica Ferreira Barbosa, 25, e Bruna Mile Ferreira Barbosa, 24, morreram no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.

Paralelo a isso, a reportagem do Blog Central de Polícia resolveu fiscalizar alguns órgãos públicos e descobriu problemas na questão de segurança no Complexo Policial Investigador Bandeira, no Jomafa, onde estão funcionam a 1ª Delegacia Territorial (DT), Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) , Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Departamento de Polícia Técnica (DPT) e 3ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran).

No prédio onde funcionam o Serviço de Atendimento ao Público (SAP) e delegacias são encontrados fios expostos e extintores com a carga vencida. Constantemente são verificadas panes elétricas e com a ‘gambiarras’ espalhadas o risco de curto-circuito e incêndio é grande. Há relatos que em uma dessas panes foram utilizados extintores de veículos para combater incêndio.

No Departamento de Polícia Técnica também são verificados extintores com prazo de validade vencido e problemas na instalação elétrica, como mostra a foto de um bebedouro funcionando com uma extensão colocada no chão, e logo abaixo do equipamento, podendo cair água e provocar um curto-circuito.

Enquanto isso, no prédio da 3ª Ciretran, que teve várias janelas isoladas e consequentemente dificultando qualquer saída rápida em caso de incêndio, também tem problemas pontuais. Tem até um adesivo indicando o local do extintor, mas, cadê? Sumiu.

Os coordenadores da Polícia Civil, DPT e Ciretran foram procurados por nossa reportagem, mas estavam ausentes ou em reunião, e ainda não deram explicações se os prédios possuem o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), em dia.

Pelas imagens mostradas, o Governo do Estado está dando mau exemplo.


F: Central de Polícia

Nenhum comentário:

Postar um comentário