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sábado, 15 de abril de 2017

Embrapa realiza em Cruz das Almas o Dia da Mandioca

Valorizar a versatilidade dos usos da mandioca por meio do compartilhamento de experiências entre agricultores familiares é o objetivo do Dia da Mandioca, que a Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a prefeitura municipal vão realizar na Praça Senador Temístocles, no centro da cidade, na quarta-feira (19) a partir das 8h.

Os pesquisadores Joselito Motta, idealizador do evento, e Vanderlei Santos vão ministrar palestras sobre “A cultura indígena e a importância da mandioca” e “A importância do melhoramento genético”,

respectivamente. Como atração cultural, os índios Kiriris de Mirandela, em Banzaê (BA), vão participar do evento, apresentando a dança do toré, ritual considerado o maior símbolo de resistência e união entre os índios do Nordeste brasileiro.

Criada pela Embrapa em 2007, a data escolhida originalmente para a comemoração é 22 de abril, para coincidir com a chegada dos portugueses no Brasil. “Como este ano o dia 22 será no meio de um feriadão, resolvemos antecipar para o Dia do Índio a reflexão sobre esta raiz tão importante, o que também se mostrou muito apropriado”, explica Joselito Motta.


Diversidade
São inúmeros os usos na alimentação humana, animal e na área industrial, onde fécula e amidos modificados são matérias-primas para uma infinidade de produtos, como papéis fotográficos, colas, cervejas, tintas, vestuário e embalagens biodegradáveis, em substituição a derivados de petróleo, entre outras aplicações.

Na alta gastronomia, a mandioca está em evidência na cozinha de chefes e culinaristas de todo o país como Teresa Corção, Alex Atala, Claude Troisgros, Beto Pimentel e Tereza Paim, entre outros. Atala, por exemplo, afirmou recentemente em entrevista à BBC Brasil que a mandioca é a maior representante da culinária brasileira: “O ingrediente que está presente de norte a sul do Brasil, em todas as mesas, das mais ricas às mais pobres, é a mandioca e suas farinhas”, disse.


O Dia da Mandioca conta também com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Bahiamido, Centro Público de Economia Solidária do Recôncavo da Bahia (Cesol), Instituto Biofábrica de Cacau (IBC) e Padaria e Delicatessen Parati, que vão participar com estandes.

No estande do IBC haverá distribuição de manivas do aipim BRS Kiriris, lançado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura em 2001 e tolerante à podridão da raiz, uma doença importante da cultura da mandioca. Já a Parati vai promover degustação de pães com 10% de fécula de mandioca em substituição à farinha de trigo.

Uma pequena feira vai ser montada no local para a venda de artesanato indígena e de farinhas, tapiocas, beijus tradicionais, maniçoba e outros produtos feitos à base de mandioca provenientes da agricultura familiar.

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