A angústia dos parentes começou no momento de fazer a liberação do corpo. Na documentação pessoal da idosa, o nome consta apenas como Maria de Jesus. No entanto, na certidão de nascimento e nos documentos dos filhos, a mãe está registrada como Maria Maximiliana Alves da Silva. A divergência impede que o hospital reconheça o vínculo de parentesco e autorize o sepultamento.
“Eu já estou cansado de tanto andar para aquele hospital. A gente liga atrás de informação, eles não dão retorno, não informam nada para a gente”, desabafa o filho de Maria, José Luiz Alves da Silva.
Antes de ser transferida para Feira de Santana, a idosa passou cerca de 30 dias internada no Hospital Municipal de Serrinha tratando de problemas cardiorrespiratórios e pulmonares. Com o agravamento do quadro de saúde, ela foi regulada para o HGCA, onde ficou por mais 15 dias até falecer.
Na tentativa de provar o parentesco e liberar o corpo, os familiares reuniram documentos antigos, incluindo o registro de casamento da idosa. Diante do impasse com a direção do hospital, a Defensoria Pública da Bahia interveio e solicitou à Justiça a realização de um exame de DNA em 20 de agosto, pedido que ainda aguarda apreciação do Judiciário.
O que diz o hospital – Em nota, a direção do Hospital Geral Clériston Andrade informou que segue rigorosamente a legislação vigente e que o corpo permanecerá sob a guarda da unidade até que a documentação oficial exigida seja apresentada ou haja uma decisão judicial que autorize a entrega.
Informações do Portal Clériston Silva

























