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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Castro Alves, o poeta abolicionista do Recôncavo baiano

Pertencente à terceira geração do Romantismo no país, Castro Alves expressou em suas obras a indignação e protesto em relação aos problemas sociais da época, principalmente à crueldade da escravidão. Nascido Antônio Frederico de Castro Alves, em 14 de março de 1847, em Muritiba, no Recôncavo baiano, chegou em Salvador em 1853, através de sua família, onde o pai foi professor da Faculdade de Medicina e sua mãe veio a falecer quando ele tinha 12 anos. Mas foi só em 1863, já manifestando tuberculose, Castro Alves publicou seu primeiro poema. Os versos de “A canção do africano” expressavam opiniões contrárias à escravidão. No mesmo ano conheceu Eugênia Câmara. Dez anos mais velha, era atriz portuguesa e estava em cartaz na cidade, no Teatro Santa Isabel. No ano seguinte, Castro Alves ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Em 1865, lá recitou “O Sábio” e se alistou no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a Guerra do Paraguai.Seu pai faleceu em janeiro de 1866, ano em que o poeta iniciou relacionamento com Eugênia. O casal viajou em maio para Salvador, onde o poeta finalizou seu drama “Gonzaga ou a Revolução de Minas”, aclamado em sua estreia no Teatro São João.

Em janeiro de 1868 embarcou para o Rio de Janeiro e foi recebido por José de Alencar. Através dele manteve contato com Machado de Assis, que o projetou nos meios literários. Os feitos do poeta causavam repercussão, conquistando destaque aos 21 anos. Em agosto de 1868 terminou relacionamento com Eugênia Câmara. Em 7 de setembro apresentou “Tragédia no mar”, que ganharia o título de “O navio negreiro”.  Em novembro, numa caçada em São Paulo, um tiro de espingarda atingiu o pé esquerdo causando enfermidades que resultaram em cirurgias e complicações. Foi necessário amputação e o procedimento feito sem anestesia. Castro Alves faleceu de tuberculose dia 6 de julho de 1871, em Salvador.

Por: Marco Antônio Vilarinho

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