quinta-feira, 18 de abril de 2019

Soldados da PM da Bahia são presos na Paraíba suspeitos de integrar quadrilha de ataques a bancos e sequestros de empresários

A Polícia Civil prendeu em flagrante nesta semana três suspeitos de integrar um grupo especializado em ataques a bancos e sequestro de empresários no município de Campina Grande. Dois deles, segundo apontam as investigações, são policiais militares do estado da Bahia. A prisão se deu em um sítio na Zona Rural de Fagundes e os presos foram flagrados adulterando sinais identificadores de um veículo, além de estarem de posse de um arsenal com vários tipos de armas de fogo.

Foram apreendidos uma espingarda calibre 12, um revólver calibre 357, uma pistola calibre .40 e outra pistola calibre .45, 10 carregadores de pistola, além de diversas placas de veículos, algumas delas com adulterações, centenas de munições dos mais variados calibres, gandolas, balaclavas, distintivos falsos e um veículo Fiat Touro que estava sendo adulterado. Os presos são Diego Afonso Saraiva, Danilo Fernando Oliveira Alcantara e Eberson Carmo dos Santos. Este último é o que não é policial militar do estado da Bahia, os outros dois são soldados da Polícia Militar.
Durante a ação policial deflagrada pela Delegacia Especializada de Crimes contra o Patrimônio de Campina Grande – DRF/CG, com o apoio do Núcleo de Inteligência da 2REISP da Polícia Civil e do Núcleo de Inteligência da 3CIPM da Polícia Militar, os três presos se identificaram como policiais militares do estado da Bahia. A polícia da Paraíba confirmou que dois deles, realmente, são policiais militares daquele Estado, porém, descobriu que um deles portava suposto documento falso.

Os investigadores chegaram até a quadrilha após uma investigação que durou um ano e dois meses, após a ocorrência de uma série de sequestro de empresários em Campina Grande. Por meio das investigações, descobriu-se que os suspeitos seriam supostos policiais militares da Bahia e seriam especialistas em sequestros, ataques a instituições financeiras e também o comércio de armas de fogo de grosso calibre.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas de três sequestros, ocorridos em janeiro e setembro e outro em março de 2019, reconheceram não só os três presos como também todo o armamento apreendido.

Os presos foram autuados em flagrante pelos crimes de adulteração de sinal de veículo automotor, receptação, porte ilegal de arma de fogo de calibre restrito, falsidade documental,  apresentar-se falsamente como funcionário público (Contravenção Penal) e associação criminosa. Eles também serão indiciados nos três crimes de sequestro pelos quais foram reconhecidos.

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