domingo, 13 de dezembro de 2020

Investigada na Operação Metástase, Viviane Chicourel é exonerada da Sesab

Investigada de ser o elo entre a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) com o suposto esquema com as organizações sociais (OSs) do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), Viviane Chicourel foi exonerada do cargo que possua na pasta. A informação consta na edição desta quinta-feira (10) do Diário Oficial do Estado (DOE). https://16f9942a947e48737f3759127f4c7221.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

A exoneração foi assinada pelo governador Rui Costa (PT) e, segundo o documento, a retirada foi feito a pedido da própria Chicourel.

Em seu lugar, foi nomeada Francine Mariolga dos Reis Guedes, que, a partir do momento, será diretora símbolo DAS-2C, do Hospital Geral Tipo II, da Secretaria da Saúde. Ela foi candidata em 2016 a vice-prefeita de São Felipe, no Recôncavo, pelo PTN (atual Podemos). Procurada pelo Bahia Notícias para repercutir sobre a nomeação, ela não respondeu as mensagens até a publicação desta matéria.

Chicourel, por sua vez, é casada com João Hipólito Rodrigues Filho (PSB), prefeito de Abaíra, na Chapada Diamantina entre 2009 e 2016. Ela foi primeira-dama do município neste período. Na eleição deste ano, ele foi derrotado por Diga (DEM).

Numa decisão da Justiça, expedida no dia 10 de agosto, o juiz federal Wagner Mota Alves de Souza diz que informações obtidas através depoimentos à Polícia Federal apontam que Viviane possui “grande proximidade” com Alex Oliveira de Carvalho, conhecido como “chefe” da IBDAH e da APMI e, “por consequência, do HRJ”. Eles, inclusive, residem no mesmo condomínio, em Salvador. IBDAH e APMI são investigadas por um esquema de desvios na saúde da Bahia.

De acordo com a sentença ela é “responsável por auditorias, análise de prestações de contas”, além de questões financeiras de repasses, análise de cumprimento de metas de unidades de saúde sob gestão indireta, dentre elas o Hospital de Juazeiro.

Segundo a autoridade policial, Viviane C. H. Rodrigues, assinou parecer aprovando justificativas “extremamente vagas” e “sem comprovação de veracidade”, diante de um “relato pouco técnico e muito subjetivo”, diante do aumento dos índices de mortalidade do HRJ”, diz trecho da decisão obtida pela reportagem.

F: Bahia Notícias

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