MURITIBA: Hacker invade Facebook de médico e pede dinheiro emprestado a amigos da vítima

Dos 150 bilhões de e-mails enviados no mundo a cada dia, 90% são spam – lixo eletrônico. A maior parte dos spams tenta vender alguma coisa, como cursos, remédios ou aparelhos para aumentar o pênis. Outros tentam plantar vírus no seu computador (são as mensagens que dizem “clique aqui para ver nossas fotos de ontem” ou algo parecido). Você provavelmente já recebeu mensagens assim. Mas, desde outubro, um novo golpe vem se espalhando pelo país. As contas de vários utilizadores de Internet, tanto na rede social Facebook como do Gmail, foram invadidas por hackers que se fazem passar por utilizadores reais e dirigem mensagens aos amigos virtuais, pedindo dinheiro emprestado em nome desses utilizadores. O esquema dos invasores consiste no envio de uma mensagem, que só pode ser acionada com a confirmação dos dados pessoais das referidas contas, ou seja, e-mail e senha do utilizador real. Dado esse passo, os hackers aproveitam e memorizam esses dados e passam a utilizar as contas como se fossem os verdadeiros “donos”. Com isso, conversam naturalmente com os amigos virtuais no sentido de lhes extorquir dinheiro. No último sábado, o médico e ex-vereador da cidade de Muritiba, José Alberto Cavalcanti, foi a ponte entre o golpista e as suas vítimas. Com controle absoluto as suas contas de email e Facebook, os bandidos entraram em contato com os amigos reais do médico e pediram dinheiro emprestado, sob a desculpa de ter seu cartão do banco bloqueado. O Primogênio Notícias conversou com um especialista em Tecnologia da Informação. Segundo César Ramos, a principal ação dos bandidos digitais agora é o phishing. O link é instalado e o usuário fica à mercê da ação do hacker. “Hoje encontramos um modo de ação do malware: redes sociais. O criminoso não pega dado seu, mas posta algo na sua timeline e obtém os dados de todos”, relata Ramos, lembrando ainda que, por vezes, a segurança depende muito pouco do antivírus, mas muito do comportamento do usuário. “Uma senha não é nada. E monitoramento constante. As pessoas têm que fazer monitoramento constante de suas redes, de seus aparelhos e de seus dados”. Além disso, Ramos também lembra que o usuário precisa ser reeducado. “No desktop, ninguém mais clica em links maliciosos. Mas no celular e tablet, todo mundo clica em links de SMSs, Whatsapps e redes sociais. O comportamento seguro não migrou de plataforma”, conclui. Leia mais clicando aqui

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