quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

OMS recomenda que Brasil se prepare para nova onda de Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que o Brasil se prepare para uma nova onda de casos de Covid-19, como tem ocorrido na Europa e nos Estados Unidos, provocada pela expansão da ômicron, variante considerada de preocupação pela entidade. O alerta foi feito durante evento nesta quarta-feira, 29, relembrando dois anos do aparecimento dos primeiros casos em Wuhan, na China.

“O Brasil é muito grande. É tempo de preparar os sistemas de saúde e deixá-los prontos. É melhor estar preparado para um aumento de casos, como estamos vendo na Europa com o aumento de hospitalizações”, disse Michael Ryan, diretor-Executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus pontuou, porém, que o país tem a seu favor índices importantes de vacinação e potencial para manter a situação controlada. “Mais de 65% da população está totalmente vacinada e a situação está muito melhor. Eu acredito que a situação vai continuar melhorando no Brasil.”

No entanto, a variante de preocupação ômicron, que circula ao lado da delta, faz com que a pandemia ainda seja considerada um problema que demanda atenção do mundo e medidas para evitar novas ondas, hospitalizações e mortes.

Embora seja uma cepa que não causa tantos eventos graves e que levam à morte, ela é transmitida com mais facilidade e tem encontrado uma população vulnerável, principalmente entre as pessoas que se recusam a tomar a vacina ou que não concluíram o esquema vacinal. Também é necessário tomar a dose de reforço, pois estudos apontam queda da proteção depois de alguns meses após a segunda dose.

“A ômicron está levando a recordes de infecção. Ela é mais transmissível e está se movendo rapidamente. Circulando ao mesmo tempo que a delta, está levando a um tsunami de casos. Precisamos aprender as lições das outras variantes para tentar vacinar ao menos 70% da população até julho de 2022. E o relógio começa agora”, disse Tedros.

A meta para este fim de ano era de que os 194 Estados-membros atingissem 40% da população vacinada, mas 92 não conseguiram.

Segundo o diretor-geral da entidade, um dos principais objetivos neste momento é reduzir as hospitalizações, evitando, assim, a sobrecarga dos sistemas de saúde. Ele recomendou que os países trabalhem para focar não só na população considerada até então mais vulnerável, como as pessoas com comorbidades, mas naqueles que ainda não estão protegidos pelos imunizantes.

Nas duas últimas semanas, estamos falando em vacinar os que não foram vacinados, precisamos incluir pessoas que não foram vacinadas.” Tedros deu como exemplo campanhas para erradicar doenças como a poliomielite e ações porta a porta como estratégias a serem utilizadas.

F: Revista Veja

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