O acordo foi discutido em reunião realizada na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB) e tem como objetivo controlar os gastos públicos das prefeituras durante o período junino. No entanto, a medida pode afetar diretamente a contratação de grandes nomes da música nacional, conhecidos por atrair multidões nas cidades do interior.
O presidente da Câmara de Cruz das Almas, Euricles Neto, já levantou dúvidas sobre a presença de Wesley Safadão na programação do município e de outras cidades. Isso porque o cachê do cantor costuma ultrapassar a marca de R$ 1 milhão, valor bem acima do teto definido no acordo.
A limitação também atinge outros artistas que estão entre os mais requisitados no São João e que tradicionalmente elevam seus preços devido à grande demanda do mês de junho.
Entre os nomes que atualmente ultrapassam o limite estabelecido pelo MP-BA estão:
• Gusttavo Lima – cerca de R$ 1,2 milhão
• Wesley Safadão – cerca de R$ 1,1 milhão
• Jorge & Mateus – aproximadamente R$ 1 milhão
• Nattan, Simone Mendes e Natanzinho Lima – em torno de R$ 900 mil
• Ana Castela, Zé Neto & Cristiano, Maiara & Maraisa, Bruno & Marrone e Alok – cerca de R$ 850 mil
• João Gomes, Matheus & Kauan, Mari Fernandez e Xand Avião – aproximadamente R$ 800 mil
• Henry Freitas – cerca de R$ 750 mil
• Pablo – em torno de R$ 710 mil
Mesmo com a nova regra, algumas cidades que realizam grandes festas juninas já anunciaram atrações cujos valores de cachê superam o teto definido pelo TAC, o que gera um cenário de incerteza.
Agora, o impasse gira em torno da forma como os contratos serão formalizados. Caso o Ministério Público mantenha a exigência prevista no acordo, as prefeituras podem ser obrigadas a rever os valores negociados ou até cancelar apresentações que ultrapassem o limite, sob risco de enfrentar medidas judiciais.
Informações do Bahia BA







Nenhum comentário:
Postar um comentário