No Rio Grande do Sul, 142 prefeituras — quase 30% dos municípios do estado — já relataram dificuldades para conseguir óleo diesel para realizar as suas atividades. No estado, a escassez tem a ver, principalmente, com a dinâmica da demanda da agropecuária.
“Prefeitos estão precisando priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário começam a ser suspensas em razão da escassez de combustível", informou, através de nota, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).
Conforme a entidade, a preocupação também se estende aos próximos dias. "Caso o cenário persista, há risco de impacto em outras áreas sensíveis”, completa.
Com a disparada das cotações do petróleo [preços do diesel importado], especialistas apontam que a restrição de oferta do combustível atinge primeiramente as empresas que fazem compras no mercado à vista — elas não têm contratos de fornecimento de longo prazo com as distribuidoras, com garantia de entrega do produto.
Aqui na Bahia, a possibilidade de falta de produtos nos postos ainda é distante, mas é considerada, diante do aumento de preços e do período de extensão da guerra.
"Nós temos vários problemas. Diretamente para o posto, você tem diminuição no abastecimento pelo acréscimo, pelo incremento no valor dos produtos. Nós temos um segundo problema, que é o aumento no capital de giro, então muita gente pode ficar sem esse recurso para comprar o produto", afirmou Glauco Mendes, presidente do Sindicato dos donos de Postos de Combustíveis da Bahia (Sindcombustíveis).
"Nós não sabemos se é a distribuidora que não tem um produto ou se é o dono do posto que está sem o capital de giro para rodar seu comércio, que isso é muito impactante. O problema atinge a todos. Nós não temos prazo. Enquanto tiver a guerra, maior é o risco. Se a guerra demorar, poderíamos ter, sim, problema de falta de produto no mercado", acrescenta o dirigente.
Com preços já ultrapassando a casa dos R$ 5,20, o preço do etanol poderia sofrer um reajuste, a partir de hoje, após o governo do Estado publicar, em dezembro uma portaria que eleva o preço do ICMS sobre o combustível — a medida estava prevista para valer a partir desta terça-feira, 24.
No entanto, um acordo entre a gestão estadual e o sindicato fez com que a medida fosse postergada. Se entrasse em vigor hoje, o preço do litro do etanol poderia ser elevado em até R$ 0,50.
"O governador, muito sensível à causa, justamente em decorrência dessa problemática mundial da guerra, suspendeu a vigência da Portaria. A alíquota ia passar de 12% para 22%, um aumento, um incremento de 10% na líquida do ICMS", afirmou Glauco Mendes.
"O papel nosso, quanto menor o produto tiver, a precificação tiver lá na ponta, na placa, mais o consumidor vai utilizar desse produto e o posto agradece", acrescenta o dirigente.






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