segunda-feira, 24 de junho de 2019

CRUZ DAS ALMAS: Espadeiros desafiam a Justiça e mantem a tradição

A tradicional queima de espadas, era reconhecida como atributo cultural do São João de Cruz das Almas há várias décadas. Atraindo vários turistas, de todo o território brasileiro. Alguns ainda vem a cidade no mês junino somente para apreciar de perto a tradição que está proibida desde 2011 após a juíza do Tribunal de Justiça da Bahia, Luciana Amorim, acatar um requerimento do Ministério Publico estadual pedindo a extinção da batalha de espadas sob alegação de que o artefato pode por em risco a integridade física da população bem como a de patrimônios públicos e privados do município.

Às vésperas dos festejos juninos deste ano, o MP/BA, por meio do seu promotor de justiça, Dr José Reis Neto, recomendou ao Município de Cruz das Almas que não autorize a construção de camarotes precários nas Ruas Rui Barbosa (antiga Rua da Estação), Rio Branco (antiga Estrada de Ferro) e Praça João XXIII (Rua dos Poções), tendo em vista que esses camarotes frequentemente avançam para o espaço público, obstruindo passeios e vias públicas. Além desses fatores no que diz respeito a segurança, há um outro fator oculto pouco abordado pelas autoridades constituídas, pois um camarote nessas ruas pode representar um estímulo para que os espadeiros possam fazer o seu "espetáculo" contando com a garantia de um grande público lhes observado.

"Os materiais utilizados nos camarotes são inadequados, frequentemente usam materiais inflamáveis e não há fiscalização das condições de segurança para os frequentadores, justamente numa época em que há concentração de grande número de pessoas”, afirmou o promotor de Justiça, que lembrou que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos.

Em desafio ao MP e à justiça, a reportagem do Jornal Forte no Recôncavo, flagrou na noite deste domingo, 23 de junho, vários camarotes lotados de pessoas prestigiando a batalha de espadas na Rua Rui Barbosa e na Rua Rio Branco (antiga Estrada de Ferro). Outras ruas não montaram camarotes, mas a nossa reportagem flagrou uma concentração de pessoas apreciando a queima de espadas na Rua Santo Antônio (centro) da cidade.

"Aqui não tem criminosos, muitos já são pais de família, trabalhadores que só querem manter a tradição. A proibição não pode ser meio termo, proíbe ou não proíbe! Na minha opinião, o MP deveria liberar ou proibir de verdade, pedindo a Secretaria de Segurança do estado reforço policial para somente se fazer valer o que diz a lei ou todo ano será assim", disse um morador de Salvador para a nossa reportagem durante a batalha.

Reportagem: Jornal Forte no Recôncavo/Foto: ilustração

Um comentário:

  1. VIXE SEI NÃO ESSE NEGÓCIO NÃO ESTÁ
    ELES ESTÁ TESTANDO DEPOIS ELES PODEM CHAMAR O CHOQUE O ANO QUE VEM

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