Maragojipe: Greve completa duas semanas e projeto de reajuste salarial é retirado da sessão
Grevista se reunidos na praça em frente a Câmara de vereadores da cidade/ Foto: Zevaldo Souza
A
administração municipal enviou a Câmara de Vereadores um projeto de
reajuste salarial de 6,2% com intuito de ser aprovado e acabar com a greve dos servidores municipais que dura cerca de duas semanas,
mas a matéria foi retirada de pauta atendendo pedidos dos
representantes sindicais, que exigem 10% de aumento salarial em todas as
categorias, além de outras reivindicações. A matéria deverá passar por
uma comissão especial de vereadores, a fim de ser analisada. Os
sindicalistas pedem a negociação com a prefeita, tendo a participação
dos vereadores. A
greve tem prejudicado o andamento dos serviços essenciais, como os
setores da limpeza pública, Saúde e Educação, que funcionam
precariamente devido ao pouco efetivo de funcionários. A prefeita Vera Lúcia Maria dos Santos, conhecida Vera da Saúde (PMDB) não aceita conceder o reajuste pedido pelos grevistas.
Targino
Machado (PMDB), deputado estadual e correligionário da prefeita
destacou em um evento antes de iniciar a greve, que a gestora deveria
ouvir a oposição, as reivindicações do povo e dos funcionários
municipais. Na oportunidade, o deputado orientou Vera da Saúde, a não
realizar uma política de perseguição, pois mesmo tendo sido alvo de
algum servidor em praça - publica (campanhas eleitorais) ele deve ser
tratado como todos, pois o servidor não é do prefeito, do vereador, é
do município e tem direito a opinar.
Manifestação:
Em
quase quinze dias de greve, os Sindicatos e grevistas realizaram na
manhã desta terça-feira (23/04), mais uma manifestação na Praça Antônio
Conselheiro Rebouças, com a intenção de informar a comunidade sobre o
andamento da greve. O evento serviu também para tentar sensibilizar a
gestão local a fim de chegar a um acordo em torno da situação.
Informações de fonte ligada a administração relatou ao Voz da Bahia,
que a gestora fala em “corta ponto” e até recorrer a Justiça, pois
alega que o movimento seja partidário e abusivo, comprometendo a curso
normal dos serviços municipais, prejudicando grande parte da população.
F: Voz da Bahia



