segunda-feira, 17 de maio de 2021

"Como presidente, não permiti o Democratas formalizar apoio a Bolsonaro”, diz ACM Neto

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou nesta segunda-feira (17), durante conversa com a imprensa em Salvador, que partiu dele, como dirigente, a não formalização de um alinhamento com o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apesar de o mandatário brasileiro contar com dois ministros – Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e Tereza Cristina, do Ministério da Agricultura, além do vice-líder do Governo no Congresso, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), que tem tido papel de destaque na blindagem do governo federal na CPI da Covid.

O ex-prefeito de Salvador reuniu jornalistas para apresentar seus planos políticos com o objetivo de fortalecer sua candidatura a governador nas eleições de 2022.

Depois das eleições de 2018, o presidente [Bolsonaro], por escolha dele, levou Tereza, Onyx e Mandetta. Naquele momento, a maioria queria se tornar base do governo, dar um apoio formal, mas eu, como presidente, não permiti e assegurei a posição de independência, que está sendo preservada”, disse.

Para ACM Neto, não só o Democratas, mas “quase todos os partidos do Brasil, internamente, têm posições diferentes”.

Onyx e Tereza têm uma atuação que eu respeito, mas uma atuação que tem a ver com o pensamento deles, e não um posicionamento coletivo do partido. O próprio senador [Marcos Rogério] disse outro dia que atua como senador por Roraima. Da mesma forma que temos o deputado Kim Kataguiri, bem crítico, mas ele não está necessariamente falando pelo partido”, argumentou.

Acusado pelo correligionário e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de estar cacifando uma possível candidatura a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022, hipótese negada novamente pelo político, ACM Neto também negou qualquer possibilidade de deixar o Democratas numa possível disputa interna pela formalização ou não do apoio à reeleição do atual presidente da República.

Não pretendo de maneira alguma deixar o partido que eu presido. Pretendo conduzí-lo, primeiro, para que a posição futura, para o jogo de 2022, seja reflexo do desejo da maioria dos seus filiados, mas, é claro, dentro de uma lógica política que dê conforto e atenda, não só o objetivo nacional, mas aos projetos locais que teremos em todo o país”, disse.

Um comentário:

  1. BOM É APOIAR BOULOS E SEU OS NOVOS COMPANHEIROS DO PSOL, OU O TRAIDOR CIRO, QUEM SABE O CALÇA JUSTA, OU ATÉ MESMO O COMPANHEIRO LULA, O HOMEM MAIS HONESTO DO BRASIL...

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