quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Cachoeira recebe exposição sobre máscaras tradicionais do Carnaval de Maragogipe

Em todo mês de fevereiro, as ruas de Maragogipe (BA) dão lugar a uma multidão de foliões mascarados e com corpos pintados. São os Caretas anunciando a chegada do Carnaval. Em novembro, a comunidade do Recôncavo Baiano se reveste mais uma vez de fantasias e máscaras para participar das celebrações em favor de Nossa Senhora D’Ajuda, em Cachoeira (BA). 
Na próxima terça-feira, dia 18 de fevereiro, as máscaras tradicionais das festas baianas invadirão a Casa do Patrimônio em Cachoeira (BA) com a exposição Máscaras: Manifestações Dionisíacas no Recôncavo Baiano, do artista Davi Rodrigues. Organizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a abertura da mostra será nesta terça-feira, às 14h.

O evento incluirá uma mesa redonda sobre a importância histórica e cultural das festas com os artistas Davi Rodrigues, Memeu Barbudo e representantes da Irmandade Nossa Senhora d’Ajuda. A mediação será feita pelo chefe do Escritório Técnico do Iphan em Cachoeira, João Gustavo Andrade. Haverá ainda apresentação musical do grupo de samba de roda Esmola Cantada.  

A exposição reúne obras de Davi Rodrigues sobre duas tradicionais festas da região do Recôncavo: o Carnaval de Maragogipe e a festa de Nossa Senhora d’Ajuda, em Cachoeira. As pinturas do artista têm como objeto central as máscaras, elemento que surge das celebrações ao deus grego Dionísio e é componente em comum entre as duas manifestações culturais baianas.

Registradas pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) como patrimônio imaterial do estado, as festas reúnem milhares de pessoas todos os anos em celebrações que aproximam o sagrado e o profano. Nelas, as máscaras surgem como componente de transgressão e espontaneidade e recuperam as tradições da tragédia e da comédia teatrais. 

Cachoeira
Considerada uma joia do Patrimônio Cultural brasileiro, com lindos casarões e igrejas, Cachoeira (margem esquerda do rio Paraguaçu) forma com a cidade de São Félix (margem direita) um só organismo urbano. O tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico, pelo Iphan, ocorreu em 1971, embora muitos bens tenham sido tombados, individualmente, na década de 1940. Além do acervo colonial, a Ponte D. Pedro II (estrutura de ferro), o mercado, a ferrovia e a hidrelétrica são importantes marcos culturais.

A área tombada possui, aproximadamente, 670 edificações. O conjunto arquitetônico - formado na sua maioria por edifícios do século XVIII e XIX - caracteriza-se pela tendência neoclássica que, no século XIX, influenciou a construção de novos prédios e reformou os antigos.  Este patrimônio também inclui edificações do século XVII. As formas de apropriação do sítio transformaram a cidade em um bem de relevantes qualidades paisagísticas.

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