A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) informou, nesta quarta-feira
(30/10), que o número de estupros em Feira de Santana cresceu 35% em
relação ao ano passado.
De acordo com a delegada Maria Clécia Vasconcelos, titular da Deam, a
maioria das vítimas tem idade entre 17 e 57 anos e são atacadas a
caminho ou no retorno do trabalho, da escola ou de academias de
ginástica.
Ela explica que o índice por ela mencionado não considera a nova
tipificação, que inclui os atos libidinosos e casos em que a mulher é
estuprada pelo marido ou parente. “Estou falando de mulheres que são
atacadas na rua por homens que não estão sendo identificados”,
ressaltou.
Em entrevista ao Acorda Cidade, ela informou que a polícia mapeou cinco localidades com maior número de incidência: bairros Tomba, Alto do Papagaio, Muchila, Parque Ipê e Avenida Maria Quitéria, próximo a casas de eventos e a supermercados.
Em entrevista ao Acorda Cidade, ela informou que a polícia mapeou cinco localidades com maior número de incidência: bairros Tomba, Alto do Papagaio, Muchila, Parque Ipê e Avenida Maria Quitéria, próximo a casas de eventos e a supermercados.
Retrato falado
Diante do crescimento do índice e das dificuldades encontradas pela
polícia para identificar os estupradores, um perito técnico veio a Feira
de Santana para, a partir de relatos de vítimas, fazer retratos falados
destes homens.
A Deam está divulgando quatro imagens e solicita a ajuda da imprensa e
da comunidade na localização desses homens. A denúncia pode ser feita
anônima através do telefone: 75 3602-9190.
Dificuldades
A delegada ressalta que além das dificuldades encontradas na localização dos criminosos, muitas vítimas não vão à delegacia.
“As mulheres não vão porque elas sofrem pela segunda vez ao relembrar o
fato. Elas relutam em fazer o retrato falado, perícia indispensável para
identificarmos o estuprador, que são homens desconhecidos”, disse,
destacando também como dificuldades a distância, o tempo e as condições
financeiras das vítimas para se deslocarem à Deam e prestarem
depoimento.
Ação dos estupradores
De acordo com a delegada, na maioria dos casos, os estupradores agem
pela manhã no período das 5 às 7h, ou à noite, quando as vítimas estão
indo para os pontos de ônibus ou academias.
“Eles sempre agem nesses horários. Usam farda como se também fossem
trabalhar, um blusão azul, praticam a conjunção carnal, a violência,
subtraem celulares e outros pertences da vítima. Os agressores também
usam um carro ou motocicleta, obrigando-as a entrar no veículo ou
arrastando-as para as localidades de risco”, disse.




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